A modernização da Anatomia Patológica passa, cada vez mais, pela adoção de tecnologias capazes de organizar fluxos complexos, reduzir riscos operacionais e dar escala a processos historicamente manuais. Nesse contexto, softwares especializados deixam de ser apenas ferramentas de apoio e passam a ocupar um papel estratégico dentro da operação laboratorial.
Ao longo do mês de janeiro, o ApoioLab concluiu a implantação do apLIS, um sistema de informação desenvolvido especificamente para atender às particularidades da Anatomia Patológica, em um ambiente marcado por múltiplos projetos simultâneos e alta complexidade operacional.
O que é o apLIS e por que ele é diferente
O apLIS é um Laboratory Information System (LIS) concebido exclusivamente para a realidade da Anatomia Patológica. Diferentemente de sistemas genéricos de laboratório, ele estrutura todo o fluxo do exame anatomopatológico, do recebimento do material à liberação do laudo, considerando a complexidade técnica, o grande número de etapas manuais e a exigência rigorosa de rastreabilidade.
Segundo Vinícius Marghatto, o papel do apLIS vai além da digitalização:
“O apLIS organiza, padroniza e integra processos que historicamente eram fragmentados e muito dependentes de controles em papel. Ele oferece uma visão única do caso, reunindo informações clínicas, técnicas e operacionais em tempo real para toda a equipe envolvida.”
Os desafios que impulsionaram a adoção de um software especializado
A rotina da Anatomia Patológica ainda carrega uma forte dependência de registros manuais e controles paralelos em papel. Esse cenário aumenta o risco de falhas de rastreabilidade, retrabalho e perda de informações ao longo do fluxo diagnóstico.
Somam-se a isso a crescente complexidade dos exames, a necessidade de integração entre diferentes áreas técnicas e a expansão da telepatologia, demandas que exigem um nível de controle e organização que sistemas tradicionais não conseguem atender plenamente.
“A decisão pelo apLIS foi motivada pela necessidade de eliminar a rastreabilidade em papel, centralizar informações e preparar a operação para um ambiente mais digital, seguro e escalável”, explica Marghatto.
O que muda na prática: controle, rastreabilidade e produtividade
Com a implantação do software, a mudança observada é estrutural. Todas as etapas do processo passam a ser registradas e acompanhadas diretamente no sistema, garantindo rastreabilidade digital completa.
Cada estação de trabalho conta agora com acesso imediato às informações do caso: histórico, status, responsáveis, pendências e registros técnicos. Esse modelo elimina registros paralelos, reduz falhas humanas e traz maior previsibilidade ao fluxo operacional.
O resultado é um workflow mais fluido, transparente e auditável, que permite uma gestão mais precisa dos processos e dos indicadores operacionais, com ganhos claros de produtividade.
Impactos diretos na agilidade diagnóstica e na segurança do paciente
A organização do fluxo e o salto em rastreabilidade refletem diretamente na assistência. Com todas as informações sistematizadas e disponíveis em tela, gargalos se tornam mais visíveis, decisões são tomadas com maior agilidade e o risco de erros operacionais é significativamente reduzido.
Além disso, o apLIS se consolida como uma base sólida para o avanço da telepatologia e da patologia digital. O software possibilita a evolução para modelos mais inteligentes, com distribuição médica estruturada de casos, suporte à segunda opinião e preparação para a futura incorporação de ferramentas de inteligência artificial no auxílio diagnóstico.
Mais do que um projeto de implantação de software, essa adoção representa um passo estratégico na construção de uma operação mais organizada, escalável e preparada para os desafios futuros da medicina diagnóstica.
“Esse conjunto fortalece não apenas a eficiência operacional, mas também a qualidade, a consistência dos laudos e, sobretudo, a segurança do paciente”, reforça o CEO.
Tecnologia como base para o futuro da Anatomia Patológica
Ao investir em tecnologia especializada, o laboratório fortalece sua capacidade de apoiar instituições de saúde com processos mais seguros, diagnósticos mais ágeis e um nível elevado de controle e confiabilidade, elementos essenciais para quem atua na linha de frente da assistência.